quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma carta para o passado

Olá Núbia, tudo bem?

Aqui quem fala é a Núbia, 10 anos mais velha. Escrevo daqui de 2011 para contar algumas coisas que vão acontecer de você nos próximos 10 anos.

Primeiro de tudo, acalme-se. Seu aniversário de 16 anos será muito divertido. Você vai para a ExpoAgro ver o show do Bruno e Marrone (no futuro, você vai detestar música sertaneja, mas aproveite por ora). Vai chover muito e você ficará com a bota caramelo cheia de lama. Mas será divertido e você vai adorar encontrar todo mundo de Glória em Dourados. Sim, o Márcio, está pessoa que atormenta seu coração há três anos, estará lá. E, sim, ele vai te ignorar. Mas, não se preocupe. Em breve, você vai ficar com ele, vai fazer aquilo que deseja desde os 13 anos.

Só sinto informar que será uma tremenda decepção – você vai achá-lo bobo e burro. E ainda por cima, não vai exatamente adorar o beijo dele.  E vai ver como essa foi só uma paixão adolescente. Sei que seu coração dói quando você pensa nele, mas acredite – você vai se apaixonar muito mais, vai amar muito mais e, quando chegar em 2011, vai ver como isso foi apenas um sentimento pequeno perto do que você descobrirá e sentirá na próxima década.

Você vai se divertir muito nos próximos anos. Por exemplo, você vai para a delegacia de Deodápolis junto com todos os seus amigos – e vai ser um dos dias mais divertidos da sua vida. Você vai conhecer uma pessoa legal pra substituir o Márcio. Tudo bem que primeiro você vai detestá-lo de cara e xingá-lo muito. Mas, depois, vai se apaixonar e se divertir com ele.

No final de 2001, você vai passar no vestibular para a agronomia. Mas, assim que o ano virar, você vai mudar completamente de ideia e resolver tentar prestar o vestibular para jornalismo ou direito. Fique calma: você será extremamente bem sucedida nessa meta que eu sei o quanto te atormenta. E você vai fazer faculdade onde você menos imagina. Prepare-se porque, em 2003, sua vida vai mudar completamente. Você irá para outro estado, conhecerá pessoas muito diferentes. Mudará seus gostos. Aprenderá muito. Vai sofrer muito também porque nem todos irão com a sua cara e farão de tudo para te humilharem. Você vai se sentir péssima, rejeitada, horrorosa. Mas vai superar isso e ter certeza que fez o que precisava fazer, se comportou como deveria se comportar. Te aviso que não é fácil ser um pessoa com opiniões fortes – você vai sofrer muito com isso, mas isso te ajudará a conhecer muita gente legal do bem, que te ajudará muito.

Fique tranquila: suas melhores amigas (Cássia, Joyce, Monnik, Rafaela e Paula) continuarão a ser suas amigas. Você vai falar menos com elas, conforme o tempo passar. Isso porque as vidas de vocês tomarão rumos muito distintos. E você será aquela que estará mais distante, tanto em termos físicos como em modo de encarar a vida. Mas essa amizade bonita que vocês têm permanecerá pela próxima década.

Sua relação com o seo Adalberto Tavares vai piorar. Muito. Você terá que ser forte para entender o que acontecerá entre você e seu pai. As coisas não estão claras e definidas aqui. Mas não se preocupe, que tudo o que acontecer, não será culpa sua. Será o destino, a vida. Já em relação à dona Cícera, você agradecerá por tudo o que reclama hoje. Você verá que os horários, as regras, todas essas coisas chatas que te fazem brigar com ela serão fundamentais para você quando você estiver sozinha, longe de casa, e sem ter com quem contar. E, apesar de continuar brigando (você sabe como sua mãe é uma pessoa implicante), vocês se tornarão mais próximas e amigas nos próximos 10 anos.

Sei que você se acha feia, desinteressante, etc. Isso não vai mudar muito nos próximos anos. Mas não se preocupe com algo que eu sei que te atormenta. Se nenhum garoto demonstra interesse por você, ou se você sempre fica sozinha nas festas, relaxe. Nos próximos anos, o problema será outro: vão aparecer tantos meninos e homens na sua vida, que o problema será o excesso de oferta. Tanto que você vai fazer um monte de bobagens das quais se arrependerá. Mas elas farão com que você, com o tempo, aprenda a se valorizar, a saber quem merece suas lágrimas, seus sorrisos, sua dedicação, você.

Você vai continuar brigando com a balança pela próxima década, mas tenho uma notícia bacana: quando entrar na faculdade, você vai pular do sutiã 38 para o 44. YES, você terá peitos grandes, girl!!! (mas a bunda continuará pequena – não dá pra ter tudo, né?) Você também vai se arrepender desse seu cabelo loiro e será morena por boa parte dos próximos anos. Cara, você vai encolher dois centímetros também. Sim, eu sei que é bizarro, mas vai acontecer. Vão inventar uma coisa revolucionária chamada escova progressiva e você selará a paz com seus cabelos.  E você vai aprender a gostar de coisas do seu corpo que hoje você ignora – sua boca, por exemplo.Você também vai descobrir que alguns garotos te acham sexy – e que isso não é necessariamente bom.

Sei que você não exatamente se orgulha de ser virgem e te digo que vai permanecer uns anos assim ainda. Mas sua primeira vez será muito legal e nada traumática.  Enjoy it! E você vai fazer tudo certinho, com a pessoa certa, na hora certa. E, comemore: você não será mãe adolescente, como muito das suas amigas serão – em breve, vai ter um festival de amigas grávidas, gata. E olha, xô contar: um monte de gente que nem olha na sua cara hoje vai querer ser sua amiguinha/puxar seu saco/te pegar. E você vai saber colocar esse povinho em seu exato lugar.

O que mais vai alterar na sua vida será seu gosto musical e a maneira como você se vestirá. Você vai aprender a usar blusa de alcinha, vestido, saia e vai virar uma pessoa do samba e do rock, coisa que hoje você não é. E vai para com essa vida de freqüentar prova de som de carro e prova de laço. Enquanto a virada não vem, te digo: aproveite.

Em 2002, você terá a maior alegria e a maior tristeza da sua vida até então: você vai passar no vestibular, mas seu time será rebaixado pra segunda divisão. E, em relação ao Palmeiras, as notícias são desanimadoras. Esqueça tudo o que viu até agora, você vai sofrer e muito por conta do verdão. Mas ai é que você vai entender o que realmente sente por esse time. Vai entender o tanto que você ama o Palmeiras. Será nas tristezas dos anos 2000 que você vai perceber que o Palmeiras é fundamental. E, se terá tristezas, terá felicidades também: GAROTA, VOCÊ VAI A UM JOGO DO PALMEIRAS! NO PALESTRA ITÁLIA! VAI SER SÓCIA DO CLUBE! VAI RESPIRAR VERDE E BRANCO! Mesmo que, em alguns momentos, tanta paixão possa vir a ser criticada e você vai escutar coisas ruins, coisas que doem, por conta do seu amor pelo verde e pelo branco, como tudo, as coisas boas serão maiores que as coisas ruins.

Não sei se consegui te mostrar o que será da sua vida nos próximos 10 anos. Mas quero te dizer que, daqui de 2011, eu tenho muito orgulho de você, ai em 2001. E te afirmo que você fará tudo certinho, como tem que ser: com acertos e erros, mas sempre aprendendo e melhorando.

Obrigada por você existir ai e se comportar como está se comportando. Daqui, eu agradeço.

Complexo

(escrito em 10 de julho de 2011)


Tenho dois lados antagônicos que travam uma batalha ferrenha dentro de mim. E está cada vez mais insuportável conviver com ambos, agora que eles resolveram adiantar a crise dos trinta.

De repente, bateu um medo terrível de morrer velha, sozinha, e sem ninguém. De ficar para tia. De não conseguir ter uma família. Ou ter uma família desestruturada. Bateu medo de nunca conseguir viver um amor equilibrado, longo, para sempre (lembrando que o pra sempre, sempre acaba).

Ressalte-se que ando muito em paz com vida pessoal e trabalho. Feliz como há muito não estava. Então, por que raios desabo a chorar na madrugada, achando que o mundo vai acabar?

Pois é, não é fácil conviver com o dark side of moon que toda mulher complexa como sou tem. Daí meu outro lado, o que se mostra e brilha, me lembra que a arte da felicidade está na simplicidade, nas pequenas coisas e momentos de cada dia. Que o choro está no complexo, e não no simples.

E eu concluo que meu grande desafio nessa fase serena da vida é saber lidar com o simples e ser cada vez mais simples. Desafio gigante para a complexidade em pessoa que sou.

Amor só é bom se doer?

Pergunte ao seu orixá
Amor só é bom se doer

Por que sempre temos uma tendência terrível em complicar o que é simples? Ou amar e ser amado é uma tarefa complexa demais para ser desvinculada do sofrimento?

Claro que eu não tenho a resposta. Mas é claro que amor e dor caminham lado a lado. Às vezes eu acho que isso é pior quando se é mulher. Tenho uma impressão de quem está do lado de cá de que os homens conseguem lidar de uma forma mais tranquila com as dores e delícias dessa vida de tentar encontrar a tal da alma gêmea. Nós não.

Somos capazes de passar anos e anos vivendo amores platônicos e jogar fora em um dia um amor sincero. Não conseguimos decidir entre dois amores e resolvemos ficar com nenhum (ou com os dois, o que sempre dá merda). A gente sofre, chora, se descabela, tudo por que essa coisa de amar parece muito complexa/difícil/triste. DAmos valor para aquele cafa que chuta nossa bunda e ignoramos aquele mocinho todo bonzinho que está babando ali ao lado. O que é bizarro, se você pensar bem, porque o amor deveria proporcionar felicidade.

Pergunto-me sinceramente se já não passei mais tempo sofrendo por amor do que sendo feliz por ele. E me pergunto: por que isso, minha gente? Tem que doer tanto assim mesmo?

Como eu não tenho um orixá, eu não tenho quem responda para mim. Por isso, apelei para mim mesma para descobrir porque raios amar doi tanto. Não sei se isso é uma resposta. Mas acredito que, sem drama, o amor não teria graça. Eu não acho realmente que o amor tenha que doer. Mas cada vez acho que só achamos graça e só damos valor a alguém quando as coisas são difíceis, complicadas, quando os caminhos até a felicidade são tortuosos. O ser humano tem o DNA da superação em si, de sempre querer vencer desafios, de falar “eu consegui”. Fico pensando como é conquistar um amor sem algo que torne o ato dignno do verbo “conquistar”. Acho que ficaria sem graça. E, por isso, talvez a gente descarte o simples e prefira o complexo, o que dói, o que machuca, mas que proporciona momentos de felicidades muito maiores que toda a dor sentida junta.

E, dai, concluo: Vinícius estava certo. Amor, para ser bom, tem que doer.

O amor entre homens (e mulheres) e um time de futebol


(escrito em 29 de agosto de 2011)

Texto que escrevi para o De Primeira sobre os 97 anos do Palmeiras

Hoje meu time completa 97 anos de idade. Ontem, jogando muito, daquele jeito que a torcida gosta, ele foi eliminado de um torneio que poderia ser a salvação do ano com um gol de um ex jogador que saiu do clube chutado pela torcida.

Eu faço parte da torcida que tinha medo do tal volante responsável pela eliminação do meu time ontem. Tinha e continuo tendo. Não me imnporta se hoje os tempos são outros, se isso ou se aquilo. Eu não aceito perna de pau no meu time, mesmo que seja obrigada a conviver com eles por anos, décadas. Eu aceito perna de pau, dirigente filho daquela senhora de má reputação, frio, chuva, trânsito, longas distâncias, derrotas acachapantes, jogos sem graça, jogos ruins, jogos soníferos, passes ridículos, falhas bizonhs da zaga, gols bizarramente perdidos. Aceito tudo, mesmo achando que meu time sempre tem que ser o melhor.

Muita gente não entende. MUUUUITA gente não entende MESMO essa coisa de ser torcedor. De aguentar humilhações, cansaço, chuva, frio e porrada atrás de porrada. Falando sério: você aguentaria de um namorado [a] o que você aguenta do seu time? Eu não e aposto que 99,99% dos torcedores de verdade que conheço (aqueles cujo humor varia junto com a situação do time na tabela do campeonato) não aguentariam também.

O ato de torcer não é pra qualquer um. Amar um time de futebol é, antes de tudo, ser um masoquista nato. A gente sabe que vai sofrer. Eu desisti de ter unhas longas porque existe o Palmeiras e, entre ter longas unhas pintadas de vermelho, eu escolhi devorá-las incansavelmente durante cada jogo, cada lance, mesmo que seja aquele jogo que não vale mais nada com time reserva contra um adversário inexpressivo. Torcedor de verdade tem uma doença pelo sofrimento que é torcer para um time de futebol. É uma dor que dá prazer. Necessário. É o sofrimento absolutamente indispensável para eu poder sem quem eu sou.

Sim, eu não tenho o menor problema em sofrer por conta do futebol. Ser torcedora fanática, retardada, daquelas que arrumar briga com desconhecidos em bar porque falaram mal do meu time me faz bem. É uma coisa meio louca, mas eu não tenho o menor problema com em conviver com os sentimentos doentios que estão ligados ao futebol.

É por isso que, hoje, 26 de agosto de 2011, eu estou feliz com o aniversário do time que ontem foi eliminado pelo Vasco na Copa Sulamericana. Eliminados na primeira fase, com um gol ridículo, feito por um jogador ridículo que eu não gostaria de ter no meu time de jeito nenhum.

Motivo de vergonha? De jeito nenhum. De sofrimento? Sim, quero que meu time ganhe até campeonato de par ou ímpar. Mas eu jamais terei vergonha das cores verde e branca que vestem a Rua Turiassú e que estão pintadas no coração de 18 milhões de apaixonados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, esse time que eu amo tanto e amarei para sempre.

Parabéns, Palmeiras!

A real lição da dor

Tenho uma dificuldade imensa de escrever sobre o que quer que seja quando estou feliz. Pode parecer estranho, mas é isso mesmo. É a dor que me inspira, a dificuldade que me arranca palavras e as chateações que me instigam a joga para fora, em forma de palavras agrupadas, opiniões e pensamentos trancafiados dentro da minha cabeça.

E, contrariando os últimos anos, estou em uma fase de muita paz, felicidade e sorrisos sem motivo (ou melhor, com motivo sim. Mais de um, inclusive). Não que eu não tenha nenhum problema, é claro. Mas, pela primeira vez em muito tempo, no geral, está tudo espetacularmente bem (claro que dinheiro falta, sempre, mas com esse problema, eu já me acostumei).

Estou trabalhando em um lugar bacana, fazendo o que gosto. Estou com a pessoa que eu gosto e gosta de mim e estamos felizes, nos conhecendo melhor a cada dia, aproveitando cada momento mínimo e fofo da convivência mútua. Estamos nos descobrindo, rindo, conversando, conhecendo, enfim, vivendo o momento mais delicioso de um relacionamento. E, de repente, me vejo sem capacidade de escrever. Eu penso naquele sorriso, naqueles olhos brilhantes, me derreto e… nada de conseguir escrever. Eu fico presa dentro de mim mesma, vivendo sentimentos e emoções incríveis, novas, impossíveis de serem traduzidas em palavras – e não me esforço para fazer isso.

E sempre foi assim. Leio os blogs que tive desde 2003, quando criei meu primeiro “diário” no falecido Blogger Brasil, e vejo que os momentos de produção mais intensos foram exatamente aqueles no qual estava atormentada, insatisfeita, me sentindo ferida, machucada. É incrível como a dor é muito mais fácil de ser traduzida para aquilo que chamamos de linguagem escrita (ou falada) do que a paixão, o amor, a felicidade sublime.  Por que isso, meu Deus? Não deveria ser ao contrário? Não deveríamos falar mais da felicidade, do amor, da paixão, dos sorrisos motivados por uma troca de olhares do que as lágrimas derramadas por quem não nos merece?

Sinceramente, acredito que sim. Mas, olhando para mim, para quem me cerca e para o mundo, de uma maneira geral, acredito que essa particularidade não seja apenas minha.  E esse comportamento negativo é incentivado por  nós. Isso fica bem claro para mim cada vez que escuto minhas amigas dizerem que estou com uma visão “distorcida da vida” porque estou apaixonada. Será? Será que a vida é realmente horrível e tentar não enxergar as coisas dessa forma é ter uma visão distorcida dela?

Fiz todo esse nariz de cera para chegar em uma situação que aconteceu essa semana e me deixou assustada: escutar, em menos de 24h, de três amigas diferentes, que não se conhecem, que elas concluiram que vão ficar sozinhas para sempre. Fico pensando quem tem razão e quem tem a visão distorcida: eu, que acho que é possível encontrar alguém legal, ou minhas amigas que acham que nunca vão encontrar. Acredito que a maioria das pessoas que vão ler esse post dirão: é claro que elas estão certas e você errada, Núbia!

Eu entendo perfeitamente que as pessoas pensam assim. Voltando um pouco, somos treinados para acreditar na desgraça e não enxergar o lado positivo das coisas. O que lemos nos jornais? Catástrofes, roubos, mortes, coisas ruins. Um carro bate e faz-se um trânsito gigante porque todo mundo que passa perto quer ver o morto jogado no chão. Desgraça é algo que o ser humano parece ter uma relação masoquista, de amor e ódio. Dizemos que não gostamos dos fatos e sentimentos ruins, mas temos uma visão extremamente pessimista da vida, de nós, do mundo.  E eu me pergunto: até onde essa desconfiança de que tudo vai errado não colabora realmente para estragar um relacionamento? Até onde as amarguras do passado atrapalham o meu presente, o das minhas amigas, o seu?

Aprendemos que é com a dor que a gente cresce e é errando que se aprende. Mas, será que estamos aprendendo a lição correta que a dor nos quer passar? Será que a lição que os erros no traz é “veja isso e lembre-se que tudo pode dar errado” ou apenas “lembre-se desse momento, mas saiba analisar sua situação e entenda que as pessoas não são iguais”?

Eu quero acreditar que seja a segunda. Ok, é a visão de quem está vivendo um momento incrível na vida. Mas se eu tivesse me agarrado ao primeiro pensamento em lugar do segundo, eu nunca teria permitido que a pessoa incrível que mudou minha vida para muito melhor tivesse entrado na minha vida, por puro medo de que ele fosse “só mais um fdp”.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Gosto se discute. Pelo menos, o meu.

Percebi esse final de semana que eu sou de outro mundo.
Não curto caras bombados, malhados, mimimi. Não consigo ver graça nesses figuras de balada que usam blusa coladinha, são fortinhos e adoram pagar  de gatinhos. Barriga tanquinho também não me dá tesão nenhum. Homem todo definido e malhado é, pra mim, alguém pra cruzar na rua e só.

Fiquei pensando sobre esse assunto porque vira e mexe, fico sem ter o que falar quando alguma amiga comenta sobre um carinha desse tipo. Ai, elas ficam dizendo o quanto eles são lindos, etc, e eu simplesmente fico muda, sem reação, apenas balançando a cabeça e concordando, sem qualquer entusiasmo. E juro que não é por mal. Eu realmente não consigo me empolgar com esses tipos. Em parte, principalmente, por preconceito. Eu sempre acho que gente que é muito malhada deve ficar, pelo menos, umas 900h por dia enfiada dentro da academia. E eu não consigo achar que gente que fica 900h por dia na academia possa ter alguma coisa além de músculos.

Ok, eu sei, é uma generalização indevida. Mas tenho preconceito com gente cujo papo é só malhação, anabolizantes e afins. Quando eu olho para um cara saradão mimimi, eu já imagino que ele seja burro. E, talvez por isso, não consiga me empolgar nem um pouco com gominhos na barriga.

Outro motivo pelo qual eu, talvez, não goste de caras assim é porque esse tipo de cara, normalmente, é daqueles que querem uma menina saradona mimimi. E, na boa, sim, eu queria emagrecer ou fazer uma lipo na barriga. Mas eu ODEIO esse desespero com ter o corpo todo duro. Eu não quero ficar com o braço duro, a perna parecendo uma pedra. Não me faria mal perder uns 10 quilos, mas isso não significa que quero virar uma dessas pessoas cujo objetivo de vida é medir o IMC.

Talvez isso seja um trauma. Mas tenho pavor de gente que é pilhada com dieta. Não quero nunca mais passar pela péssima sensação de ouvir da pessoa que você gosta que você deveria juntar dinheiro pra fazer lipo e por peito. NINGUÉM merece ouvir isso. Eu sei que sou indisciplinada e parte dos meus problemas com peso se originam por conta disso. Mas eu vivo feliz do jeito que estou e não quero abrir mão de comer um chocolatinho, tomar uma cervejinha. Faço tudo isso, corro de vez em quando porque gosto de correr e sou feliz assim.

Mas, voltando ao raciocínio inicial, eu realmente não curto esses caras malhadões pelos quais 99% das mulheres babam. Acho que gosto de homem normal: barrigudo ou não, gordo ou magro, baixo ou alto. Daqueles que não chamam a atenção, mas que quando você parar pra conversar, sabe falar de outras coisas além de qual a sequencia ideal de exercícios para enrijecer o músculo XPTO.

Não que eu queria pegar um horroroso. Mas cérebro me atrai muito mais do que uma camiseta justinha colada no corpo malhado. Definitivamente.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Da série: homem é tudo palhaço até no meio da enchente.

Matéria bonitinha no G1 sobre vítimas de outras enchentes e como elas superaram o trauma. Entre elas, a história de um casal que se encontrou em meio ao caos e estão namorando. Eis que estou lendo a matéria, achando bonitinha, até que me deparo com esse trecho:

Agora, o casal aguarda a reconstrução de um dos principais postais da cidade para poder oficializar o namoro – que em 17 de janeiro completa 1 ano.

Eu estou louca, o mundo está louco, ou é isso mesmo? O cara está enrolando a moça com esse papinho de reconstrução para poder oficializar o namoro (!?) de um ano?

Oi?
Parem o mundo que eu quero descer!!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cenas Urbanas

Quando eu digo que todas as coisas estranhas do mundo acontecem comigo... não que eles ocorram literalmente com a minha pessoa. Às vezes, eu apenas presencio. Mas não posso negar que há situações realmente estranhas ocorrendo ao meu redor.
Chego em casa agora, após um dia longo e exaustivo, com muito trabalho e gripe. Após um trânsito infernal, desço do ônibus e venho caminhando pra casa, louca para chegar, deitar e dormir. Eis que escuto gritos e sinto pessoas passando rápido ao me lado. Olho no susto. É um casal. A mulher não é mulher. É traveco. Sigo caminhando, acompanhando de perto o diálogo do "casal".

Ela: Ei vi! Eu vi! Não adianta negar!
Ele: Para de reclamar, sua bicha! Você tá viajando! Viu o que? Não tem nada!
Ela: Bicha é a sua mãe! Eu sou traveco! E me dou ao respeito! Seu viado de merda!
Ele: viado não! Me respeita!
Ela: Para de conversinha. Eu vi aquela traveca ridícula da Monica te mandando torpedo! Me larga! Sai de mim que eu não pego macho que sai com aquela aidética!
Ele: Cala boca!
Ela: Cala boca você ou eu como seu c&!!
Ele: Come nada, você é uma bichona passiva de tudo! Cala boca ou eu te dou um soco nessa cara!
Ela: Se bater, eu te enquadro na lei Maria da Penha!

A pergunta que não quer calar: Lei Maria da Penha vale pra traveco, Arnaldo?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Mulher de Gêmeos

Mesmo que pensem conhecer esta mulher a fundo, as opiniões dos amigos e parentes nunca serão parecidas. A geminiana equivale a várias mulheres, todas diferentes, que variam conforme seu estado de espírito.

Quem conhece uma mulher de gêmeos sabe que é muito difícil ver a mesma pessoa por muito tempo. Suas fotos nunca parecem ser da mesma pessoa e suas mudanças de comportamento deixam qualquer um sem saber se acabam de conhecer uma nova mulher ou se ainda está falando com uma velha amiga! Sim, o signo de Gêmeos é o signo da mutação, de todos aqueles que gostam de mudar, experimentar e ultrapassar horizontes. Se existe algo que pode matar esta mulher é a monotonia. Como um camaleão ela vai assumindo várias formas, encantando e intrigando os homens. Ao contrário do que possa parecer, seu jeito misterioso consegue agradar a muitos homens que acabam ficando apaixonados.

A mulher de gêmeos não muda de personalidade. Ela apenas mostra todas as mulheres que vivem dentro dela

As vezes ela pode ser tão volúvel e imprevisível, que se deixará encantar pelo sorriso ou pelo olhar de uma nova paixão para, logo depois, começar a criticá-lo com a mesma intensidade. Então, o homem que antes era maravilhoso, vai se tornar tão cheio de defeitos que ela se perguntará como foi capaz de se apaixonar por alguém assim?

Esta capacidade que ela tem para se apaixonar e se desiludir logo em seguida pode partir muitos corações até que tenha certeza de que realmente acabou de conhecer o homem de sua vida. Bem, para falar a verdade, é ele que vai ter que convencê-la de que é o homem de sua vida! Se deixar para ela a tarefa de analisá-lo, pode ter uma tremenda decepção! E a melhor maneira de conquistá-la é sendo sempre a mesma pessoa. Ela aprecia mudanças em sua vida na sua personalidade e adora experimentar novas sensações. Mas quer um homem bem previsível ao seu lado. Previsível, mas nunca passivo!

Seu temperamento faz com que aceite as mudanças com mais facilidade que as outras mulheres, desde que não esteja relacionado com o comportamento de seu parceiro.

Para ela é difícil entregar-se a uma pessoa sem enfrentar suas dúvidas.

Sabem aqueles desenhos onde alguém é atormentado por um anjinho e um diabinho que ficam dando opiniões sobre o que é melhor fazer? Pois é mais ou menos assim que funciona a mente desta mulher. Sua dualidade sempre estará analisando os prós e contras de todos os relacionamentos. Aquele homem carinhoso e romântico será capaz de ganhar o suficiente para sustentar a casa? E aquele homem que ganha dinheiro como ninguém, não será um tanto frio para confortar seu coração quando estiver carente?

Tirando o amor e o romance que costumam atormentá-la com a idéia de perder sua liberdade, nas outras coisas ela é bem direta e não costuma fazer rodeios!

Mas não se preocupe, ela vai acabar fazendo sempre a melhor escolha do momento.

Se algum dia ela descobrir que a melhor escolha que fez acabou se tornando um pesadelo, não pensará duas vezes em largar tudo para recomeçar do zero! A mulher de gêmeos não se prende muito aos seus erros se descobrir que fez uma escolha errada! Ela vai aprender com a experiência e dificilmente vai repetir os mesmos erros!

Normalmente ela é uma companheira animada, agradável e alegre.

Tirando suas fases azedas que fazem com que fique insuportável com seu cinismo e língua afiada, seu outro lado romântico e aventureiro faz com que tenhamos a sensação de que estamos diante de uma grande amiga ao invés de uma namorada. Ela acompanhará o namorado em tudo que fizer, desde uma escalada em uma montanha até uma aventura na África! Para ela não existe esta coisa de separar as atividades entre feminina e masculina, quando esta apaixonada. Para onde ele for, ela estará ao seu lado!

A geminiana pode estar apaixonada, mas dificilmente deixará de achar outros homens atraentes.

Também costuma ser muito criativa quando o assunto é amor. Curiosa e com uma imaginação fértil, ela é ótima para apimentar relacionamentos. Sua imaginação se revelará quando sua curiosidade for excitada por uma nova descoberta. Para ela não basta ouvir palavras carinhosas e juras de amor. O verdadeiro amante deve agradar seus ouvidos com palavras dóceis, mas não pode se esquecer de surpreende-la na hora do sexo! Lembrem-se que ela detesta monotonia.

A geminiana costuma associar sexo com amor como ninguém. Sua mente não consegue entender como alguém pode amá-la sem fazer com que suba pelas paredes!

Ela jamais tomará um ônibus se pode ir de avião. Jamais ficará calada se puder falar. E jamais andará quando puder correr. Por isso nunca vai se contentar com o mínimo em um relacionamento quando pode ter muito mais.

Apesar de muitas vezes parecer fria e distante, ela deseja ser amada e mimada. Mostre que sempre estará ao seu lado, apesar de suas crises de mau-humor, e terá uma mulher que se entregará por inteira. Aliás, o melhor remédio contra o mau-humor da geminiana é sempre demonstrar amor! Não há chatice que dure muito tempo!

sábado, 9 de janeiro de 2010

2010

No primeiro post do ano (na verdade, é mais um recadinho do que um post), eu não vou falar de economia, nem futebol e nem política. Na verdade, eu não sei o que escrever. Fiquei 15 dias sem nenhuma notícia do mundo. Nada de internet (só para o básico), TV, jornal, rádio... Nadica de notícia. Foi só praia, cerveja, camarão e torpedos. No máximo, ou olhadela no JN.

Resultado: descobri que é bom ser ignorante. Você vive bem mais feliz quando não precisa de preocupar com o Lula, o Serra ou com os duzentos volantes do Palmeiras.

Feliz 2010!